Valdemar Costa Neto: CPI do Banco Master pode “atingir meio mundo” e virar o mundo de ponta-cabeça

Valdemar Costa Neto afirma que CPI do Banco Master pode atingir políticos e governos, gerando forte impacto no cenário político e eleitoral brasileiro.

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirma que CPI do Banco Master atingirá “meio mundo” e pode abalar estruturas políticas do país.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que o Congresso Nacional está resistindo à instalação de uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master por receio de que as investigações alcancem um número expressivo de pessoas e entidades de diversas esferas políticas. Segundo ele, há muito a ser descoberto e as ramificações do caso podem surpreender.

Costa Neto ressaltou que a investigação tem o potencial de desestabilizar a política brasileira, revelando um esquema de proporções inimagináveis caso a CPI seja de fato instaurada. Ele mencionou a resistência de figuras como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em autorizar a abertura da investigação, indicando que a CPI “atingirá meio mundo” e pode “virar o mundo de ponta-cabeça”.

As declarações foram dadas em entrevista à Band, onde o líder do PL também apontou o envolvimento de prefeituras e governos estaduais na compra de títulos e ações do Banco Master. Valdemar Costa Neto afirmou ter recebido relatos de prefeitos que teriam sido pressionados a investir na instituição financeira, o que explicaria a forte resistência no Senado à criação da comissão.

Resistência no Senado e potencial impacto eleitoral

Valdemar Costa Neto defende a abertura da CPI, classificando-a como necessária para o Brasil e prevendo que “gente envolvida que nunca imaginava” será exposta. Ele minimizou a possível implicação de filiados ao PL, como doações de campanha feitas pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, a candidatos como Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, classificando as doações como legais e transparentes.

O dirigente partidário reconheceu que o caso Master pode se tornar um fator decisivo nas eleições deste ano, dada a abrangência das supostas irregularidades. Ele também indicou que o movimento pela criação da CPI parte majoritariamente de senadores, descartando uma investigação mista. Há ainda negociações para a revisão de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro em troca do arquivamento da comissão parlamentar de inquérito.

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