Novo Aciona Conselho de Ética Contra Erika Hilton após Disputa com Ratinho por Suposta Quebra de Decoro

Novo protocolou representação no Conselho de Ética da Câmara contra Erika Hilton por suposta quebra de decoro parlamentar. O Partido Novo protocolou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O pedido, encaminhado no último sábado (14), solicita a abertura de um processo disciplinar por suposta […]

Novo protocolou representação no Conselho de Ética da Câmara contra Erika Hilton por suposta quebra de decoro parlamentar.

O Partido Novo protocolou uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O pedido, encaminhado no último sábado (14), solicita a abertura de um processo disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, o que pode, em última instância, levar à perda do mandato.

A ação do Novo se baseia em alegações de que a deputada teria utilizado instrumentos jurídicos e sua posição parlamentar para reagir a críticas feitas pelo apresentador Ratinho, do SBT. A disputa teve início após Hilton assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

Durante seu programa, Ratinho comentou a escolha de Erika Hilton, afirmando que ela “não era mulher, mas trans” e que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero, acrescentando que “para ser mulher é preciso ter útero”. Em resposta, a deputada solicitou ao Ministério Público de São Paulo a investigação do apresentador por possível transfobia, argumentando que sua identidade de gênero foi usada para questionar sua atuação política.

Uso de Mandato e Liberdade de Expressão em Debate

O Novo sustenta na representação que Erika Hilton estaria usando seu mandato para intimidar opositores e restringir manifestações de opinião. O partido cita outras iniciativas judiciais da parlamentar contra pessoas que fizeram declarações consideradas transfóbicas. A sigla afirma que a ação não visa limitar o direito de posicionamento político da deputada, mas questionar o uso de instrumentos jurídicos para, segundo o partido, silenciar críticas e limitar o debate público sobre sexo biológico e identidade de gênero.

Agora, o Conselho de Ética da Câmara analisará o pedido para decidir se instaura formalmente uma investigação. Caso o processo seja aberto, o colegiado poderá aplicar sanções que vão desde advertência até recomendação de cassação do mandato, que precisará ser confirmada pelo plenário da Casa. Erika Hilton ainda não se pronunciou sobre a representação do Novo.

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