Morre Marcelo Pretto, Voz Elástica do Barbatuques, Aos 58 Anos, Vítima de Diabetes

Marcelo Pretto, músico do Barbatuques, morre aos 58 anos em São Paulo, deixando legado marcante na percussão corporal e na música brasileira.

Músico Brasileiro Perde Voz Inconfundível: Marcelo Pretto, Integrante do Barbatuques, Falece em São Paulo

O cenário musical brasileiro está de luto com o falecimento de Marcelo Pretto, integrante do renomado grupo Barbatuques. Aos 58 anos, o artista, conhecido por sua voz versátil que transitava “do sussurro ao trovão”, não resistiu a complicações decorrentes de um quadro grave de diabetes. Sua partida, ocorrida na madrugada deste domingo, 8 de março, deixa uma lacuna no universo da percussão corporal e da música popular brasileira.

Marcelo Pretto, também conhecido pelo apelido Mitsu, estava internado desde 18 de fevereiro no Hospital Alvorada, em São Paulo. Sua morte foi confirmada pelo próprio grupo Barbatuques, que expressou profundo pesar e destacou o imenso legado artístico deixado pelo músico. A notícia comoveu artistas e fãs, que lamentam a perda de um talento singular e de um pesquisador dedicado às manifestações culturais brasileiras.

Nascido em 17 de setembro de 1967, Pretto era um artista multifacetado: cantor, compositor, percussionista e pesquisador musical. Sua participação no Barbatuques, grupo fundado em 1997, consolidou sua fama, mas sua atuação ia além. Ele era respeitado pela originalidade e pela capacidade de explorar as nuances de sua voz, característica que lhe rendeu admiração de nomes como Chico César, que lamentou a perda em suas redes sociais.

Legado Artístico e Contribuições Musicais

Desde 1999, Marcelo Pretto era um pilar do Barbatuques, grupo pioneiro na exploração da percussão corporal como forma de expressão musical. Sua voz elástica, capaz de reproduzir uma vasta gama de sons, era uma marca registrada nas performances do coletivo. Além de seu trabalho com o Barbatuques, Pretto também integrava o grupo A Barca, dedicado à pesquisa aprofundada da música brasileira.

Fora dos palcos com os grupos, Marcelo Pretto construiu uma discografia autoral notável. Lançou álbuns como “A carne das canções” (2014), em parceria com o violonista Swami Jr., e “Boi” (2020). Seu último trabalho fonográfico foi o single “Uma voz além”, editado em novembro de 2024, que demonstra a contínua vitalidade de sua expressão artística.

O comunicado do Núcleo Barbatuques ressaltou que “Marcelo Pretto deixa um legado artístico imenso, que vai muito além da participação no Barbatuques. Pesquisador da música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós. Sua voz única e presença marcante seguirão ecoando na música e, principalmente, em nossos corações”. O artista, que tinha 58 anos, é lembrado por sua dedicação à cultura e pela originalidade de seu trabalho.

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