Abel Ferreira critica gramados de Vasco e Novorizontino e elogia sintético do Allianz Parque; dispara contra calendário do futebol brasileiro

Abel Ferreira detalha problemas com gramados e calendário do futebol brasileiro após vitória do Palmeiras O técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, aproveitou a coletiva de imprensa após a vitória sobre o Mirassol para desabafar sobre as condições de jogo no Brasil. Ele elogiou o gramado sintético do Allianz Parque, recém-trocado, e criticou duramente os […]

Abel Ferreira detalha problemas com gramados e calendário do futebol brasileiro após vitória do Palmeiras

O técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, aproveitou a coletiva de imprensa após a vitória sobre o Mirassol para desabafar sobre as condições de jogo no Brasil. Ele elogiou o gramado sintético do Allianz Parque, recém-trocado, e criticou duramente os campos de jogo de clubes como Vasco e Novorizontino, além de voltar a reclamar do calendário apertado e da falta de dias de recuperação para os atletas.

“Oito jogos em 30 dias, jogos, pelo menos os dois últimos, em campos extremamente pesados, campos horríveis. Dar os parabéns ao Palmeiras e à WTorre, temos um gramado top, não há buraco, pode chover dia e noite que a bola rola”, declarou Abel Ferreira, destacando a qualidade do Allianz Parque em contraste com outros estádios.

A fala do treinador, conforme informações divulgadas pela imprensa esportiva, evidencia uma preocupação recorrente com a saúde dos jogadores e a competitividade do futebol nacional. A falta de um calendário mais equilibrado e a precariedade de alguns gramados são apontados como fatores que impactam diretamente o rendimento das equipes.

Calendário e recuperação: o cerne da crítica de Abel Ferreira

Abel Ferreira reiterou suas críticas ao calendário do futebol brasileiro, classificando a falta de três dias de recuperação entre os jogos como “desumano”. Ele argumentou que, mesmo com os melhores jogadores do mundo, como Messi e Cristiano Ronaldo, o desempenho seria comprometido em tais condições. “Não há milagres. Acima de tudo, fica o esforço da equipe em relação ao que é o campeonato no Brasil”, afirmou.

O técnico exemplificou a situação comparando o número de jogos disputados por equipes em diferentes situações. “Sabe quantos jogos o Mirassol fez nos últimos 30 dias? 3. O Palmeiras fez dois e em campos inacreditáveis. […] Os jogadores não recuperam e fica um jogo lento. E depois jogar de forma desigual, uma equipe fresca, com 3 jogos em 30 dias… e outra equipe, com bons jogadores, com melhores jogadores, mas não dá”, criticou.

Ele também mencionou a diferença entre o futebol europeu e o brasileiro, atribuindo parte da percepção de menor intensidade no Brasil às condições de jogo e à recuperação dos atletas. “Quando jogamos o Mundial, com as mesmas condições, os clubes brasileiros seriam os coitadinhos e viram que temos intensidade, que sabemos jogar. Sabe por quê? As condições são iguais para todos. Aqui, ao longo do ano, não”, concluiu.

Comparativo com gramados europeus e impacto no desempenho

O treinador fez um contraponto direto entre a grama brasileira e a europeia, apontando que a grama nacional é “lenta”, o que dificulta a recuperação dos jogadores e resulta em um ritmo de jogo mais cadenciado. Ele lamentou que, apesar de ter um gramado de alta qualidade no Allianz Parque, o Palmeiras enfrenta adversários em condições muitas vezes inferiores, mas que podem ter um dia a mais de descanso.

“Essa responsabilidade não é minha, é de quem marca os jogos e não cria condições pros jogadores recuperarem. E tem interferência no resultado final”, pontuou Abel, exemplificando com os próximos jogos do Palmeiras contra Botafogo e São Paulo, que teriam um dia a mais de preparação. Ele enfatizou que a falta de descanso adequado prejudica o rendimento, especialmente após conquistas recentes, como a vitória sobre o Novorizontino, que implicou em viagem noturna e poucas horas de sono antes de outra partida.

“Se querem bom espetáculo, criem condições. Nosso gramado é top. E recuperar os jogadores? É um país continental”, finalizou o técnico, reforçando a necessidade de uma reestruturação no calendário e nas condições de jogo para o bem do futebol brasileiro.

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