Matheus Torres revela lado introspectivo em álbum “Tanta Pressa” após sucesso em reality show
Três anos após seu EP de estreia, Matheus Torres, participante da primeira temporada do reality “Estrela da Casa”, lança seu aguardado primeiro álbum completo, “Tanta Pressa”. O trabalho, que chega ao público na próxima quinta-feira, 19 de março, consolida a carreira do artista mineiro e explora suas reflexões mais íntimas e existenciais.
O álbum, composto por nove faixas, tem oito composições assinadas pelo próprio Matheus Torres, evidenciando sua veia autoral. A produção musical, dividida entre o artista e Juliano Cortuah, foi gravada e mixada no estúdio Nave 33, no Rio de Janeiro, entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026.
“Tanta Pressa” transita por diferentes sonoridades, do pop convencional a arranjos mais minimalistas. A faixa de encerramento, “A mil”, que conta com o verso “Queria um par de asas para fugir desse inferno que habita o meu peito”, exemplifica a atmosfera confessional e introspectiva que permeia o disco, conforme informações divulgadas pela gravadora Universal Music.
Trajetória e Sonoridade do Álbum
A projeção nacional de Matheus Torres aumentou significativamente após sua participação no reality show “Estrela da Casa” em 2024. Esse impulso permitiu que “Tanta Pressa” fosse apresentado ao mercado fonográfico com maior visibilidade. O álbum conta com a produção musical de Juliano Cortuah e o próprio Matheus, que também é multi-instrumentista, tocando violão, guitarra e baixo nas gravações.
As músicas do álbum apresentam uma diversidade sonora. Faixas como “Não é o fim” e “Ponteiros” seguem uma linha pop mais acessível, enquanto “Sonho de papel”, escolhida para promover o disco, explora a voz e os violões do artista em uma abordagem mais delicada e intimista. A canção-título, “Tanta pressa”, lançada previamente em dezembro, já antecipava a energia do trabalho.
Introspecção e Autoralidade como Pilares
O repertório de “Tanta Pressa” é predominantemente autoral, com Matheus Torres assinando oito das nove faixas. A única exceção é “Amantes”, composição de Maurílio, amigo do artista. A atmosfera introspectiva do álbum dialoga diretamente com o livro “Nuvens passam rápido” (2025), um diário de memórias com crônicas e poemas publicado pelo músico no ano passado, reforçando seu perfil multifacetado como artista.
A sonoridade do álbum varia entre a energia de canções como “Pra saber fazer”, com um toque quase roqueiro, e a melodia suave de “Se você soubesse”. À medida que o disco avança, a atmosfera se torna menos pop e mais essencialmente íntima, culminando na canção “A mil”, que fecha o trabalho com uma profunda reflexão existencial sobre a busca por um lugar de paz.
“O mundo é grande / Deve ter algum lugar / Para chamar de meu / Para chamar de paz / Para chamar de lar”, reflete o cantor nos versos do refrão de “A mil”, gravada unicamente com o violão de Matheus, instrumento que também estampa a capa do álbum.



