Wagner Moura: uma jornada de 10 meses pela campanha do Oscar de “O Agente Secreto”
A saga de Wagner Moura para promover “O Agente Secreto” em sua corrida ao Oscar começou há dez meses, em maio de 2025, com a estreia do filme no Festival de Cannes. Desde então, o ator percorreu o mundo, participando de eventos, programas de TV e coletivas, sempre com o intuito de enaltecer o Brasil e sua cultura.
A estratégia de divulgação é crucial para que filmes alcancem os membros da Academia, que nem sempre assistem a todas as produções. A presença de Wagner Moura em palcos, sofás e tapetes vermelhos foi fundamental para dar visibilidade ao longa, que concorre em categorias importantes como Ator, Filme, Filme Internacional e Seleção de Elenco.
Apesar de não estar presente em todos os compromissos, deixando o diretor Kleber Mendonça Filho assumir o protagonismo em alguns momentos, Wagner Moura fez questão de ser um embaixador do Brasil. Sua energia contagiante, a dança e as referências à cultura nacional marcaram cada aparição, demonstrando que “tem o molho” para encarar a temporada de premiações, conforme informações divulgadas pelo g1.
De Cannes a Hollywood: os passos marcantes de Wagner Moura
A jornada de Wagner Moura iniciou-se na França, no Festival de Cannes, onde “O Agente Secreto” foi ovacionado por cerca de 15 minutos. Mesmo não podendo comparecer à premiação de Melhor Ator por compromissos de gravação em Londres, o ator celebrou a conquista remotamente, destacando a importância do filme em aproximar o público de sua cultura.
A campanha seguiu por diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Suíça, Reino Unido e Brasil. Em Paris, Wagner recebeu o troféu de Cannes e emocionou a plateia com um discurso musicado. No Brasil, participou de uma sessão especial no Palácio da Alvorada, em Brasília, em reconhecimento ao cinema nacional.
Nos Estados Unidos, o ator marcou presença no Festival de Telluride e no Festival de Cinema de Toronto, além de eventos como o “Road to the Golden Globes”. No Brasil, retornou para a pré-estreia em Recife e para o Festival do Rio, onde liberou o “clima de Copa do Mundo” para a torcida nacional em caso de indicações ao Oscar.
O ator também esteve no BFI London Film Festival, celebrando o orgulho em apresentar um filme brasileiro, e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Em Salvador, sua cidade natal, dançou ao som de “O baiano tem o molho”, música que se tornou trilha sonora da campanha.
A temporada de premiações se intensificou com sua participação no Governors Awards e no “The Kelly Clarkson Show”, onde celebrou o fato de “O Agente Secreto” ser seu primeiro filme em português em 12 anos. A conquista do Prêmios de Performance no IndieWire Honors e a indicação ao Globo de Ouro foram marcos importantes.
Celebração da cultura e da identidade brasileira no palco mundial
A indicação ao Globo de Ouro, recebida no Aeroporto da Cidade do México, foi celebrada com a emoção de ver a conexão do povo com sua cultura. A pausa na campanha foi breve, logo retomada com a participação em premiações como o New York Film Critics Circle Awards, onde ganhou como Melhor Ator e um drink especial foi criado em sua homenagem, o “Wagner Moura-tini”.
Em seus discursos, Wagner Moura frequentemente agradeceu aos brasileiros e criticou a perseguição a artistas por parte de regimes populistas, exaltando a união em torno da cultura. Sua participação no “Late Night with Seth Meyers” revelou detalhes divertidos sobre sua ausência em Cannes, onde estava gravando uma cena peculiar.
A conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama e Melhor Filme em Língua Não-Inglesa foi um momento de grande emoção. Em seu discurso, o ator dedicou o prêmio à cultura brasileira e aos valores que podem ser transmitidos entre gerações.
Em suas aparições em talk shows como “The Drew Barrymore Show”, Wagner abordou temas pessoais, como a paternidade, e sempre ressaltou a importância da cultura nacional. A notícia das indicações ao Oscar chegou enquanto ele estava em um avião, recebendo a informação de seu preparador de elenco.
Em entrevistas e podcasts, como o “The Hollywood Reporter’s Awards Chatter”, Wagner Moura destacou a importância de sua identidade brasileira em sua atuação internacional, afirmando que sua cultura é seu diferencial. Ele também celebrou ser o primeiro brasileiro indicado ao Oscar, esperando abrir portas para outros talentos sul-americanos.
A participação em premiações como o Spirit Awards e o Bafta, em Londres, reforçou a visibilidade do filme. Em cada evento, Wagner Moura levou consigo um pedaço do Brasil, apresentando bonecos gigantes de Olinda e falando sobre a importância do carnaval, consolidando sua imagem como um embaixador cultural.
Em uma entrevista com a influencer Amelia Dimoldenberg, Wagner relembrou sua dieta vegana após “Narcos” e, mais uma vez, exaltou o carnaval como um momento libertador e fundamental para a identidade brasileira, demonstrando que sua jornada rumo ao Oscar foi tão rica em cultura quanto em reconhecimento profissional.



