Inflação de fevereiro supera expectativas com alta nos custos de educação e transporte, atingindo 0,7%

IPCA sobe 0,7% em fevereiro, acima do esperado, pressionado por educação e transportes, segundo dados do IBGE.

Inflação em Fevereiro Acelera Acima do Esperado com Impacto Forte da Educação e Transportes

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentou uma aceleração em fevereiro, registrando 0,7%. Este resultado superou as projeções do mercado, que esperavam 0,6%, e foi influenciado principalmente pelo aumento nas mensalidades escolares e pelos custos de transporte. Apesar da alta mensal, a inflação acumulada em 12 meses está em 3,81%, ligeiramente acima da expectativa de 3,77% do mercado, mas ainda dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O grupo Educação foi o principal responsável pela pressão inflacionária em fevereiro, com um aumento de 5,21%. Este setor contribuiu com cerca de 0,31 ponto percentual para o índice mensal, representando aproximadamente 44% da inflação do período. Segundo o IBGE, este é um comportamento típico do início do ano letivo, quando as instituições de ensino reajustam suas mensalidades. Sem esse impacto, o IPCA de fevereiro teria sido de apenas 0,41%.

Dentre os reajustes educacionais mais significativos, destacam-se as mensalidades do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%). Cursos regulares, em geral, registraram um aumento médio de 6,2%.

Transportes e Outros Setores: Impactos na Cesta de Consumo

O segundo maior impacto na inflação veio do grupo Transportes, que avançou 0,74%, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o resultado do mês. O aumento de 11,4% nas passagens aéreas foi um dos principais fatores. Custos relacionados ao uso de veículos também subiram, como seguro voluntário de automóveis (5,62%) e conserto de veículos (1,22%). As tarifas de ônibus urbano também apresentaram alta de 1,14% em diversas capitais.

Por outro lado, os combustíveis registraram uma leve queda média de 0,47%, influenciada pela redução nos preços da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%). A queda na gasolina pode estar relacionada a uma redução de preços repassada pelas refinarias no fim de janeiro.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou uma variação moderada de 0,26%, com altas em itens como açaí (25,29%), feijão-carioca (11,73%) e ovos (4,55%). Carnes subiram 0,58%. Contudo, alguns produtos importantes da cesta básica ficaram mais baratos, como frutas (-2,78%), óleo de soja (-2,62%), arroz (-2,36%) e café moído (-1,20%). A queda no preço do café já se estende por oito meses consecutivos, e o arroz acumula um recuo de 27,86% em 12 meses devido ao aumento da oferta.

O setor de Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,59%, impulsionado por artigos de higiene pessoal (0,92%) e planos de saúde (0,49%). O grupo Habitação avançou 0,30%, revertendo a queda do mês anterior, com aumento nas taxas de água e esgoto e uma leve alta na energia elétrica residencial (0,33%).

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